O que é o skurfing?

Quando o dia está convidativo para um passeio, todos queremos fazer planos excitantes e divertidos, não só para quebrar a rotina do dia-a-dia, mas também pelo gozo e satisfação que temos quando os pomos em prática.

Dos mais variados programas, optamos por uma deslocação ao campo, pela convivência com a natureza para conhecer novos sítios e novas culturas, ou mesmo por uma ida à praia. Até aqui, tudo bem! No entanto, às vezes acabamos por fazer sempre as mesmas coisas e, repetidamente, fim-de-semana após fim-de-semana, sem darmos conta acabamos por ter as mesmas rotinas, ir àquela lagoa que já visitamos milhares de vezes, visitar aquele moinho escondido no interior, ou torrar na praia.

E que tal optar por uma experiência mais radical, para escapar ao marasmo do dia-a-dia? Conhece o skurfing? Já ouviu falar? É apenas uma das actividades mais entusiasmantes que se pode praticar dentro de água. Se é uma daquelas pessoas que não consegue ficar quieto na toalha e não quer construir mais castelos na areia, ou brincar com a pá e o balde, o skurfing está à sua espera!

O skurfing, o que é?

O Skurfing é um desporto atractivo porque alia o prazer do mar, do sol, da areia, do exercício, com o fazer algo diferente, mais arrojado, com muita adrenalina, escapando assim à monotonia do quotidiano.

Esta modalidade foi inventada nos Estados Unidos, no ano de 1979, pela mão do americano Tony Finn e, inicialmente, praticava-se com uma prancha de surf com fixações.

Durante décadas, o surf foi o desporto rei nas praias de todo o mundo e o skurfing constituiu uma alternativa para os surfistas nos dias sem ondas. Estes eram auxiliados por um barco que, com um cabo de esqui aquático, permitia a deslocação pela água ou fornecia ajuda ao ancorá-los em terra.

Os wakeboarders ou skurfers têm como objectivo principal equilibrar-se em cima de uma prancha e proporcionar um autêntico festival aquático, uma vez que as habilidades realizadas são de difícil execução.

Este novo estilo recorda-nos outros desportos, como o snowboard, o skateboard e também o esqui-aquático.

Assumiu-se assim uma nova modalidade que começou a ganhar inúmeros simpatizantes e tornou-se popular em todo o mundo.

A prancha de skurfing e a sua evolução

Para praticarmos esta modalidade é necessário dispormos do melhor material, ter uma prancha que nos permita ter confiança na realização de todas as manobras e que nos garanta liberdade de movimentos.

A Skurfer

Com esta preocupação, Tony Finn, em 1984, desenvolveu a primeira prancha para a prática da modalidade, a Skurfer. Foi a primeira a ser comercializada a nível mundial e foi construída como um modelo intermédio entre a prancha utilizada no esqui-aquático e a do surf. Possuía características de uma prancha de surf, no entanto, a sua forma era mais estreita, com um fundo côncavo e permitia uma grande flutuação.

A introdução das alças

No ano seguinte, as alças (footstraps) foram adicionadas às pranchas de mercado e o seu significado não pode ser subestimado na evolução do skurfing. Esta inovação permitiu um manuseamento da prancha nunca visto, pois os skurfers podiam ir mais alto nas manobras (go big – termo utilizado pelos praticantes), o que levou o skurfing a algo mais que o surf. Com esta introdução, o skurfing passou a ser semelhante ao snowboard, contudo mais dinâmico e fluído.

Os novos materiais

Por conseguinte, com o passar dos anos e com a evolução tecnológica, outros melhoramentos foram efectuados. A prancha de skurfing foi aperfeiçoada com novos materiais, acrescentou-se a fibra prensada, de flutuabilidade quase neutra (facilitando a saída da água). Inseriram-se os phasers (pequenas ondulações na parte de baixo), que serviam para “abrir caminho” pela água e faziam com que a prancha ficasse mais ágil e solta para pousos mais suaves, o que permitiu que novas manobras, mais técnicas e mais altas, fossem realizadas.

O novo design

Por último, desenvolveu-se o design “twin tip”, onde as pranchas permitiam uma utilização dupla para os wakeboarders, possibilitavam a posição dos pés centrada (stance), assim como a posição contrária da prancha (switchstance).

Já no ano de 2000 obstáculos como rampas e corrimãos começaram a ser implantados nos campeonatos, aumentando cada vez mais as opções para os wakeboarders demonstrarem as suas habilidades.

As habilidades

Novas manobras foram surgindo numa evolução constante e vertiginosa, com influências de outros desportos, como o snowboard, o skate, o windsurf, o surf e o esqui-aquático.

Das inúmeras manobras existentes no skurfing, podemos classificá-las nas seguintes categorias: as manobras básicas; os invertidos; os obstáculos; as pegadas e as rotações. E todas estas categorias abrangem habilidades como mortais e cambalhotas, passando por variações de slider e de rotação sobre obstáculos a pegadas com a mão atrás, até às manobras de girar sobre si próprio.

Estas inovações e melhoramentos detonaram o crescimento massivo do que hoje é conhecido o skurfing e possibilitaram a introdução de uma panóplia de habilidades de difícil execução. E não promete ficar por aqui! Porque o que hoje é moderno e de tecnologia de ponta, amanhã já se encontra ultrapassado.

Com certeza seria um fim-de-semana bem emocionante e diferente, não concorda?

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